
Duas empresas de cosméticos localizadas no interior paulista foram interditadas nesta quinta-feira (23/07/09) por adulteração de produtos utilizados para o cabelo. Em uma ação conjunta entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Polícia Federal e as vigilâncias sanitárias locais, os fiscais lacraram a Zap Cosméticos, em Echaporã, e a Gemin Cosméticos, em Marília. Na Gemin foram encontradas evidências de que a empresa estava fabricando alisantes clandestinos com limites de formol bem acima do que permite a legislação.
O uso do formol como alisante capilar não é permitido pela Anvisa. A legislação sanitária permite o uso de formol em cosméticos capilares apenas na função de conservante, com limite máximo de 0,2% somente durante a fabricação do produto. No entanto, a fábrica adicionava 15% de formol nos produtos. A empresa notificou na Anvisa a fabricação de xampu e condicionadores, mas estava vendendo estes produtos adulterados como alisantes. Na segunda empresa, a Zap, foram encontrados rótulos de produtos cancelados e notas fiscais de venda para empresas que não existem.
A ação foi motivada por denúncias de eventos adversos e de adulteração de produtos que chegaram à Anvisa. Há denúncias de consumidores que teriam comprado produtos para alisamento de cabelo e sofrido queimaduras de até 2º grau após o uso. Cerca de 40 toneladas de produtos prontos e matéria-prima foram apreendidas. Além do formol, os fabricantes também estavam acrescentando de forma irregular o glutaraldeído, que pode ser utilizado somente como conservante de produtos, em dosagens de até 0,1%.
Brasília, 23 de julho de 2009 - 19h20
Informações: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa








